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A importância das quinolonas: perspetivas futuras e os desafios da resistência bacteriana

Sofia Ribeiro de Almeida Lopes Junqueira

Portuguese National Funding Agency for Science, Research and Technology (RCAAP Project by FCT), 2025

Abstract

Os antibióticos foram a grande descoberta do século XX, tornando-se num dos pilares da medicina moderna. Com o aparecimento do ácido nalidíxico em 1962, foi descoberta uma nova classe de antibióticos, as quinolonas, que desde então tem crescido tornando-se num grupo de antibacterianos sintéticos com uma grande importância clínica, de que se destaca a ciprofloxacina, a levofloxacina e a moxifloxacina. As quinolonas com atividade antimicrobiana estão distribuídas por quatro gerações, com base no espetro de atividade e no seu perfil farmacocinético. A estrutura geral das quinolonas incorpora um grupo oxo na posição 4 e um grupo ácido carboxílico na posição 3, ambos relevantes para a atividade farmacológica. As várias gerações de quinolonas distinguem-se essencialmente pelos substituintes nas posições 1, 6 e 7. Muitas das modificações na estrutura têm impacto tanto na atividade farmacológica como na toxicidade. Um dos problemas destes fármacos, e que limitou o seu uso, é a possibilidade de provocarem efeitos colaterais que, embora raros, podem ser muito graves. As quinolonas são agentes bactericidas que atuam por meio da inibição de duas topoisomerases do tipo II: a DNA girase e a DNA topoisomerase IV. São eficazes contra uma ampla gama de infeções bacterianas, bem como outras infeções microbianas, e terapêuticas não micogénicas. Um dos problemas desta classe farmacológica é a crescente seleção para bactérias multirresistentes sendo vários os mecanismos de desenvolvimento de…

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